OBJETIVO: Avaliar o impacto da privação de sono por um período de 24 horas sobre o processamento auditivo central em adultos saudáveis.

MÉTODOS: Foram selecionados 30 adultos saudáveis, sendo 17 (56,7%) do gênero feminino e 13 (43,3%) do gênero masculino, com idades entre 19,2 e 38,5 anos, média de idade 30,75±7,14 anos. Os voluntários foram submetidos à avaliação audiológica pela audiometria tonal limiar, teste de limiar de reconhecimento da fala, índice percentual de reconhecimento da fala, medidas de imitância acústica, teste de escuta dicótica de dissílabos alternados (staggered spondaic words - SSW) e teste de detecção de intervalos aleatórios de silêncio (randon gap detection test - RGDT). A avaliação do processamento auditivo central foi realizada em duas situações: sem privação de sono e após 24 horas de privação de sono com intervalo de dois a três meses entre as etapas. As médias dos resultados nas etapas sem privação de sono e após privação de sono foram comparadas através do teste t de Student.

RESULTADOS: O valor médio dos resultados do RGDT antes da privação de sono foi de 6,4±2,8 ms e pós-privação de sono foi de 8,0±2,9 ms (p=0,0005) em ambos os gêneros. O valor médio dos resultados do RGDT no gênero masculino, sem privação de sono, foi de 4,7±2,7 ms e após privação de sono de 6,6±2,9 ms (p=0,0066). O valor médio dos resultados do RGDT no gênero feminino, sem privação de sono, foi de 7,7±2,4 ms e após a privação de sono foi de 9,0±2,5 ms (p=0,0208). A média dos resultados do teste SSW para a orelha direita antes da privação de sono foi de 98,4±1,8% e pós-privação foi de 94,2±6,3% (p=0,0005) em ambos os gêneros. A média dos resultados do teste SSW para a orelha esquerda antes da privação de sono foi de 96,7±3,1% e pós-privação foi de 92,1±6,1% (p=0,0000) em ambos os gêneros. O valor médio dos resultados do SSW no gênero masculino, pré-privação de sono, para orelha direita, foi de 98,5±1,3% e após a privação de sono foi de 93,9±5,2% (p=0,0080). O valor médio dos resultados do SSW no gênero masculino, pré-privação de sono, para orelha esquerda, foi de 96,5±2,9% e após a privação de sono foi de 93,9±5,2% (p=0,0076). O valor médio dos resultados do SSW no gênero feminino, pré-privação de sono, para orelha direita, foi de 98,4±2,2% e após a privação de sono foi de 94,4±7,3% (p=0,0143). O valor médio dos resultados do SSW no gênero feminino, pré-privação de sono, para orelha esquerda, foi de 96,9±3,4% e após a privação de sono foi de 93,9±5,2% (p=0,0010).

CONCLUSÃO: Os resultados demonstram piora significativa nos resultados do teste RGDT e do teste SSW quando voluntários adultos saudáveis são privados de sono por um período de 24 horas.

Objetivo: Analisar características perinatais de crianças com transtorno do espectro autista (TEA).

Métodos: Revisão retrospectiva dos prontuários medicos de 75 crianças com TEA, entre janeiro de 2008 e janeiro de 2015. Os critérios de inclusão foram o diagnóstico de TEA baseado no DSM‑5 e o termo de consentimento assinado pelo responsável legal. O critério de exclusão foi ausência de todos os dados no prontuário médico. As variáveis analisadas foram: idade materna, prematuridade (idade gestacional menor que 37 semanas), baixo peso ao nascer (<2.500 g) e asfixia perinatal (Apgar menor que 7 no quinto minuto). Os dados foram avaliados por meio do teste de diferença entre as proporções (nível de significância de p<0,05).

Resultados: Setenta e cinco pacientes foram incluídos no estudo. A idade materna variou de 21,4 a 38,6 anos (29,8±4,1 anos). O parto prematuro ocorreu em 14 (18,7%) pacientes, asfixia perinatal em 6 (8,0%) e baixo peso ao nascer em 32 (42,6%). As prevalências de prematuridade, asfixia perinatal e baixo peso ao nascer entre as crianças com TEA neste estudo foram maiores do que as prevalências gerais dessas condições entre todos os nascidos vivos em nosso país, região e estado, as quais são, respectivamente, 11,5, 2,3 e 8,5% no Brasil, 11,0; 2,2 e 8,5% na região Sul e 10,5, 2,0 e 8,4% no estado do Paraná.

Conclusões: Nossos achados mostraram maior prevalência de prematuridade, baixo peso ao nascer e asfixia perinatal em crianças com TEA. Algumas limitações são o desenho retrospectivo do estudo e a amostra de pequeno tamanho. Grandes estudos prospectivos são necessários para esclarecer a possível associação entre intercorrências perinatais e TEA. Palavras‑chave: transtorno autístico; criança; prematuro; asfixia neonatal; peso ao nascer

OBJETIVO: Avaliar o impacto da privação de sono por um período de 24 horas sobre o processamento auditivo central em adultos saudáveis.

MÉTODOS: Foram selecionados 30 adultos saudáveis, sendo 17 (56,7%) do gênero feminino e 13 (43,3%) do gênero masculino, com idades entre 19,2 e 38,5 anos, média de idade 30,75±7,14 anos. Os voluntários foram submetidos à avaliação audiológica pela audiometria tonal limiar, teste de limiar de reconhecimento da fala, índice percentual de reconhecimento da fala, medidas de imitância acústica, teste de escuta dicótica de dissílabos alternados (staggered spondaic words - SSW) e teste de detecção de intervalos aleatórios de silêncio (randon gap detection test - RGDT). A avaliação do processamento auditivo central foi realizada em duas situações: sem privação de sono e após 24 horas de privação de sono com intervalo de dois a três meses entre as etapas. As médias dos resultados nas etapas sem privação de sono e após privação de sono foram comparadas através do teste t de Student.

RESULTADOS: O valor médio dos resultados do RGDT antes da privação de sono foi de 6,4±2,8 ms e pós-privação de sono foi de 8,0±2,9 ms (p=0,0005) em ambos os gêneros. O valor médio dos resultados do RGDT no gênero masculino, sem privação de sono, foi de 4,7±2,7 ms e após privação de sono de 6,6±2,9 ms (p=0,0066). O valor médio dos resultados do RGDT no gênero feminino, sem privação de sono, foi de 7,7±2,4 ms e após a privação de sono foi de 9,0±2,5 ms (p=0,0208). A média dos resultados do teste SSW para a orelha direita antes da privação de sono foi de 98,4±1,8% e pós-privação foi de 94,2±6,3% (p=0,0005) em ambos os gêneros. A média dos resultados do teste SSW para a orelha esquerda antes da privação de sono foi de 96,7±3,1% e pós-privação foi de 92,1±6,1% (p=0,0000) em ambos os gêneros. O valor médio dos resultados do SSW no gênero masculino, pré-privação de sono, para orelha direita, foi de 98,5±1,3% e após a privação de sono foi de 93,9±5,2% (p=0,0080). O valor médio dos resultados do SSW no gênero masculino, pré-privação de sono, para orelha esquerda, foi de 96,5±2,9% e após a privação de sono foi de 93,9±5,2% (p=0,0076). O valor médio dos resultados do SSW no gênero feminino, pré-privação de sono, para orelha direita, foi de 98,4±2,2% e após a privação de sono foi de 94,4±7,3% (p=0,0143). O valor médio dos resultados do SSW no gênero feminino, pré-privação de sono, para orelha esquerda, foi de 96,9±3,4% e após a privação de sono foi de 93,9±5,2% (p=0,0010).

CONCLUSÃO: Os resultados demonstram piora significativa nos resultados do teste RGDT e do teste SSW quando voluntários adultos saudáveis são privados de sono por um período de 24 horas.

Estado de mal epiléptico é definido como uma crise epiléptica contínua com duração superior a 30 minutos ou crises sequenciais sem recuperação da consciência entre elas. Como a maioria das crises são de breves, protocolos de tratamento do estado de mal epiléptico têm usado cinco minutos de definição para minimizar as evoluções neurológicas adversas. Estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica e seu tratamento precoce está relacionado com menor mortalidade e morbidade neurológica. O objetivo deste artigo é revisar os principais aspectos desta doença e apresentar de forma didática o tratamento clínico/farmacológico.

Palavras-chave: Epilepsia, Diagnóstico, Terapêutica, Resultado do Tratamento.

Crises epilépticas estão entre as doenças neurológicas graves mais frequentes da infância. Crise epiléptica é um evento transitório, paroxístico e involuntário, que se manifesta por sinais e sintomas motores, sensitivos, sensoriais, autonômicos, psíquicos, com ou sem alteração da consciência, provocada por atividade neuronal síncrona e excessiva no tecido cerebral. Epilepsia é uma doença cerebral caracterizada por (a) pelo menos duas crises epilépticas não provocadas ou duas crises reflexas ocorrendo com um intervalo mínimo de 24 horas; ou (b) uma crise epiléptica ou uma crise reflexa e risco de uma nova crise estimado em pelo menos 60%; ou (c) diagnóstico de uma síndrome epiléptica. Este artigo tem o objetivo de revisar os principais aspectos diagnósticos e terapêuticos das mais frequentes síndromes epilépticas da infância e adolescência.

Palavras-chave: Epilepsia, Diagnóstico, Terapêutica, Resultado do Tratamento.

Objective: To investigate the value of short-term video-EEG monitoring in a pediatric population with distinct clinical complaints in order to verify the benefits and limitations of this procedure.

Patients and methods: A prospective protocol, developed in the University of São Paulo, analyzed 38 consecutive patients (age ranging from 4 months to 17 years; mean 6.9 years). All patients were referred in order to establish the diagnosis. The patients were divided in the following groups according to the main clinical complaint: doubts about seizure/syndromic classification (Group I, n = 22); differential diagnosis with non-epileptic events (Group II, n = 8) and differential diagnosis between cognitive decline and status epilepticus (Group III, n = 8).

Results: Clinical episodes were observed in 36 patients (94.7%). In group I, seizures were reclassified in 11/22 (50%) patients and confirmed in eight (36.4%). One patient presented a sleep disorder and two did not present clinical events during monitoring. Syndromic classification was modified in nine (40.9%). In group II, four patients (50%) presented epileptic seizures; two had movement disorders and two, non-epileptic events. The cognitive deterioration was correlated with non-convulsive status epilepticus in five children (62.5%) of group III. Alterations of therapeutic and/or diagnostic approaches, as a consequence of monitoring, were performed in 21/38 (55.3%) patients.

Conclusion: In our series, short-term video-EEG monitoring established a reliable diagnosis in most patients due to correlation between clinical and EEG data. This procedure was well tolerated by children, including infants and those with psychiatric disorders.

Introduction Spinocerebellar ataxia (SCA) is part of a genetic and clinical heterogeneous group of neurodegenerative diseases characterized by progressive cerebellar ataxia.

Objective To describe the results of audiological and electrophysiological hearing evaluations in patients with sporadic ataxia (SA).

Methods A retrospective cross-sectional study was carried out with 11 patients submitted to the following procedures: anamnesis, otorhinolaryngological evaluation, tonal and vocal audiometry, acoustic immittance and brainstem auditory evoked potential (BAEP) tests.

Results The patients presented with a prevalence of gait imbalance, of dysarthria, and of dysphagia; in the audiometric and BAEPs, four patients presented with alterations; in the acoustic immittance test, five patients presented with alterations, predominantly bilateral.

Conclusion The most evident alterations in the audiological evaluation were the prevalence of the descending audiometric configuration between the frequencies of 2 and 4 kHz and the absence of the acoustic reflex between the frequencies of 3 and 4 kHz bilaterally. In the electrophysiological evaluation, the patients presented changes with a prevalence of increased I, III and V wave latencies and the interval in the interpeak I-III, I-V and III-V. In the present study, it was observed that auditory complaints did not have a significant prevalence in this type of ataxia, which does not occur in some types of autosomal recessive and dominant ataxia.

Keywords

spinocerebellar degenerations - hearing - hearing disorders - audiometry - evoked response audiometry

Introduction Spinocerebellar ataxia (SCA) is part of a genetic and clinical heterogeneous group of neurodegenerative diseases characterized by progressive cerebellar ataxia.

Objective To describe the results of audiological and electrophysiological hearing evaluations in patients with sporadic ataxia (SA).

Methods A retrospective cross-sectional study was carried out with 11 patients submitted to the following procedures: anamnesis, otorhinolaryngological evaluation, tonal and vocal audiometry, acoustic immittance and brainstem auditory evoked potential (BAEP) tests.

Results The patients presented with a prevalence of gait imbalance, of dysarthria, and of dysphagia; in the audiometric and BAEPs, four patients presented with alterations; in the acoustic immittance test, five patients presented with alterations, predominantly bilateral.

Conclusion The most evident alterations in the audiological evaluation were the prevalence of the descending audiometric configuration between the frequencies of 2 and 4 kHz and the absence of the acoustic reflex between the frequencies of 3 and 4 kHz bilaterally. In the electrophysiological evaluation, the patients presented changes with a prevalence of increased I, III and V wave latencies and the interval in the interpeak I-III, I-V and III-V. In the present study, it was observed that auditory complaints did not have a significant prevalence in this type of ataxia, which does not occur in some types of autosomal recessive and dominant ataxia.

Keywords

spinocerebellar degenerations - hearing - hearing disorders - audiometry - evoked response audiometry

Estado de mal epiléptico é definido como uma crise epiléptica contínua com duração superior a 30 minutos ou crises sequenciais sem recuperação da consciência entre elas. Como a maioria das crises são de breves, protocolos de tratamento do estado de mal epiléptico têm usado cinco minutos de definição para minimizar as evoluções neurológicas adversas. Estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica e seu tratamento precoce está relacionado com menor mortalidade e morbidade neurológica. O objetivo deste artigo é revisar os principais aspectos desta doença e apresentar de forma didática o tratamento clínico/farmacológico.

A síndrome de LEOPARD (SL) é uma rara doença autossômica dominante, causada por uma mutação no locus PTPN11 desencadeando dessa forma, alteração de uma proteína sinalizadora de grande importância no desenvolvimento embrionário. Existem aproximadamente 100 descritos até 2006. O nome da síndrome corresponde às inicias das manifestações clínicas típicas: Lentigo (L), defeitos de condução Eletrocardiográficos (E), hipertelorismo Ocular (O), estenose Pulmonar (P), Alterações genitais (A), Retardo do crescimento (R) e “Deafness” – surdez (D). A síndrome é caracterizada por grande variedade fenotípica, mas todos os pacientes apresentam lentigo. O defeito cardíaco mais freqüente é a estenose pulmonar. O diagnóstico precoce é muito importante por que diminui a morbidade e a mortalidade relacionada às malformações cardíacas. Objetivo: Descrever um caso típico de SL e destacar as principais características clínicas dessa doença. Método: O caso relatado foi encaminhado do Hospital Pequeno Príncipe ao Setor de Otoneurologia de uma Instituição de Ensino, para avaliação e acompanhamento. O paciente submeteu-se a uma anamnese, avaliação otorrinolaringológica, avaliação audiológica infantil e comportamental, avaliação imitanciométrica, emissão otoacústica transiente (EOAT) e do potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE). Descrição do caso: RRM, masculino, 5 anos e 6 meses, nascido de parto cesariana a termo (39 semanas de idade gestacional), escala de Apgar 9 e 10 (primeiro e quinto minutos, respectivamente). Filho de pais não consangüíneos e hígidos. Ao redor dos 9 meses de vida foi constatado surgimento de lesões acastanhadas em face e que progrediram para o tórax. Do ponto de vista neuropsicológico apresentava, como única queixa, moderada agitação psicomotora. No exame neurológico, constatou-se hipertelorismo ocular e orelhas proeminentes. O paciente apresentou-se pouco colaborativo e agitado sugerindo comprometimento cognitivo leve. Na avaliação audiológica, os limiares auditivos não foram obtidos pela falta de colaboração e agitação do paciente. Realizou-se o limiar de reconhecimento da fala (LRF) - orelha direita (OD) à 5dB e na orelha esquerda (OE) à 10dB. O índice de reconhecimento de fala (IRF), com figuras, foi de 100% em ambas orelhas. Na avaliação imitanciométrica, observou-se curvas timpanométricas do tipo "A" e reflexos presentes contra e ipsilateral bilateralmente. Na avaliação comportamental, o reflexo cocleopalpebral (para som de intensidade forte - tambor) esteve ausente. O exame de EOAT esteve presente bilateralmente com intensidade de 80dBSPL e o PEATE demonstrou que as ondas I, III e V apresentaram tempo de latência absoluta e intervalo interpicos dentro dos padrões de normalidade, sugerindo integridade das vias auditivas bilateralmente. O paciente e sua família seguem em acompanhamento ambulatorial.

Conclusão: Por se tratar de uma síndrome pouco conhecida, acredita-se que seu diagnóstico seja subestimado. O diagnóstico precoce da SL é fundamental devido à morbidade relacionada às alterações cardiológicas.Nos indivíduos portadores de deficiência auditiva, a reabilitação auditiva precoce é parte obrigatória do tratamento, visando à melhora na qualidade de vida e melhor inserção social. Ressalta-se que a identificação de lentigo em qualquer paciente, adulto ou criança, obriga à investigação.

Introdução: A síndrome de West (SW) é a mais frequente encefalopatia epiléptica do primeiro ano de vida e está fortemente relacionada com lesões cerebrais pré-natais e perinatais. Objetivo: Analisar a relação entre prematuridade e asfixia perinatal (hipóxia cerebral) e SW. Métodos: Este é um estudo observacional e transversal. Todos os pacientes com SW tratados no Serviço de Neurologia Pediátrica do Hospital Infantil Pequeno Príncipe entre janeiro de 2010 e janeiro de 2015 foram analisados. Os pacientes foram submetidos a ressonância magnética (RM) do encéfalo e eletroencefalograma (EEG). Resultados: Trinta e oito pacientes com SW, 23 (60,53%) do sexo feminino; idade entre 9 a 27 meses (±16,6 meses). Vinte (52,63%) pacientes tinham história de hipóxia/anóxia perinatal, 8 (21,05%) eram prematuros, 8 (21,05%) tinham malformações cerebrais, 4 (10,53%) tinham síndrome de Down, 4 (10,53%) tinham esclerose tuberosa e 2 (5,26%) não apresentavam nenhuma comorbidade. A RM mostrou: 9 (23,68%) casos de encefalomalácia multicística, 4 (10,53%) leucomalácia periventricular, 4 (10,53%) leucomalácia periventricular com atrofia cerebral, 4 (10,53%) nódulos periventriculares, 3 (7,89%) atrofia cerebral, 2 (5,26%) paquigiria associada à atrofia de corpo caloso, um (2,63%) agenesia de corpo caloso, um (2,63%) displasia frontal direita, um (2,63%) displasia frontal esquerda, um (2,63%) displasia frontoparietal direita, um (2,63%) displasia frontoparietal esquerda e um (2,63%) paquigiria. Conclusão: A história de hipóxia/anóxia perinatal e prematuridade é muito frequente na SW. A melhora dos cuidados durante a gestação e o parto é muito importante para reduzir lesões cerebrais perinatais, nascimentos prematuros e consequentemente, a morbidade neurológica. Palavras-chave: Síndrome de West; Hipóxia cerebral; Prematuridade

Purpose

The purpose of this study was to demonstrate the association between benign rolandic epilepsy of childhood (BREC) and central auditory processing disorders (CAPDs) and to test the hypothesis that an early onset of BREC could be associated with more cases of CAPD.

Method

This study has a retrospective cross-sectional design conducted from January 2006 to January 2016 including 93 patients with BREC and without intellectual disability, dyslexia, and attention-deficit hyperactivity disorders. All patients were evaluated for central auditory processing (CAP), and its presence or absence was compared with age of seizure onset.

Results

In all patients, audiometric test results were normal, and in 43 cases (46.2%), CAPD was detected. There was no significant statistical difference in the mean age of seizure onset.

Conclusion

A significant proportion of children with BREC will have a diagnosis of CAPD at school age.

Tema: a polimiosite é uma enfermidade sistêmica idiopática caracterizada por um processo inflamatório não supurativo que acomete a musculatura esquelética e manifesta-se clinicamente por fraqueza muscular proximal e simétrica. Possui incidência variável, cerca de um caso para cada 100 mil habitantes, havendo predominância no sexo feminino. Procedimentos: avaliou-se no Setor de Otoneurologia de uma Instituição, um paciente com diagnóstico de polimiosite, com 60 anos, do sexo feminino, que referiu dificuldade para escutar no ouvido direito, zumbido, ansiedade, insônia, dificuldade nos movimentos do pescoço e dor irradiada para ombros e braços. Foram realizados os seguintes procedimentos: anamnese, inspeção otológica, avaliação audiológica e vestibular. Resultados: a) na avaliação audiológica apresentou, perda auditiva neurossensorial de grau moderado na orelha direita e limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade na orelha esquerda; b) na imitanciometria apresentou, curva timpanométrica do tipo “A” e presença dos reflexos estapedianos bilateralmente; c) no exame vestibular observou-se, nistagmo semi-espontâneo do tipo múltiplo e ausência do efeito inibidor da fixação ocular. Conclusão: observou-se alteração nos exames realizados, principalmente, no exame labiríntico que demonstrou a importância de sua realização e a sensibilidade na captação de alteração que sugeriu envolvimento do sistema nervoso central contribuindo dessa forma, para uma intervenção e acompanhamento terapêutico mais rápido e eficaz. DESCRITORES: Polimiosite; Audição; Testes da Função Vestibular; Zumbido; Nistagmo Patológico

Introduction

The discrete wavelet transform is used in many studies as signal preprocessor for EEG spike detection. An inherent process of this mathematical tool is the recursive wavelet convolution over the signal that is decomposed into detail and approximation coefficients. To perform these convolutions, firstly it is necessary to extend signal borders. The selection of an unsuitable border extension algorithm may increase the false positive rate of an EEG spike detector.

Methods

In this study we analyzed nine different border extensions used for convolution and 19 mother wavelets commonly seen in other EEG spike detectors in the literature.

Results

The border extension may degrade an EEG spike detector up to 44.11%. Furthermore, results behave differently for distinct number of wavelet coefficients.

Conclusion

There is not a best border extension to be used with any EEG spike detector based on the discrete wavelet transform, but the selection of the most adequate border extension is related to the number of coefficients of a mother wavelet.

Keywords:

EEG; Spike; Border extension; Discrete wavelet transform; LDA


Primeira crise epiléptica não-provocada: aspectos clínicos e eletrográficos Objetivo: Avaliar a classificação, resultados de EEG e de neuroimagem após a primeira crise epiléptica não-provocada em uma população pediátrica. Metodologia: Pacientes atendidos entre maio de 2000 e maio de 2005 com diagnóstico de primeira crise epiléptica não-provocada. Todos foram submetidos a EEG e tomografia de crânio nas primeiras 72 horas após o evento. As crises foram classificadas segundo a Classificação da ILAE, 1981. Resultados: 387 pacientes, sendo 214 (55.30%) do sexo masculino, com idade média de 4.2 anos. O desenvolvimento neuropsicomotor foi normal em 315 (81.40%) pacientes. Classificação das crises: 167 (43.15%) generalizadas, das quais a mais freqüente foi a crise tônico-clônica (105/62.85%), seguida pelas crises de ausência típica (22/13.17%), clônica (20/11.98%), tônica (13/7.78%) e atônica (7/4.19%). Crises focais: 220 (56.85%), sendo a crise parcial complexa com generalização secundária a mais freqüente (81/36.82%). EEG normal em 208 (53.75%) casos. A anormalidade mais observada na tomografia de crânio foi atrofia cerebral. Conclusões: A maioria das crianças apresentou desenvolvimento neuropsicomotor normal após a primeira crise epiléptica não-provocada. Crises parciais foram mais freqüentes que as generalizadas. EEG realizado precocemente identifica paroxismos interictais ou alentecimentos focais em praticamente metade dos pacientes. Unitermos: primeira crise, etiologia, eletroencefalograma, tomografia.


O objetivo do estudo foi verificar os benefícios da reabilitação vestibular (RV) com realidade virtual, por meio de avaliação pré e pós-aplicação da Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), em quatro casos de ataxia espinocerebelar (AEC). Os casos foram submetidos aos seguintes procedimentos: anamnese, inspeção otológica, avaliação vestibular e aplicação da EEB pré e pós-RV, com a realidade virtual representada por meio da utilização de jogos do equipamento Wii Fit. Os casos retratam quatro pacientes com diagnóstico genético de AEC (dois tipo 2, um tipo 3 e um em investigação), sendo três do gênero feminino e um do gênero masculino, na faixa etária de 30 a 62 anos. Os pacientes referiram sintomas otoneurológicos e, no exame vestibular, observou-se a presença de nistagmo semiespontâneo com características centrais, ausência de nistagmo pós-rotatório, hiporreflexia e preponderância direcional do nistagmo assimétrica à prova calórica. Nos casos 1 e 2, os pacientes referiram melhora na coordenação dos movimentos e do equilíbrio corporal, independente do escore na EEB ter demonstrado médio risco para queda, antes e após a realização dos exercícios. No caso 3, o paciente apresentou melhora do escore na EEB, bem como do equilíbrio, apresentando baixo risco para queda. O caso 4 não evidenciou melhora na avaliação após a execução dos exercícios. Este estudo de caso demonstrou a possibilidade da aplicação dos exercícios de RV com estímulos virtuais na AEC, com melhora da coordenação motora e do equilíbrio postural.

O objetivo do estudo foi verificar os benefícios da reabilitação vestibular (RV) com realidade virtual, por meio de avaliação pré e pós-aplicação da Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), em quatro casos de ataxia espinocerebelar (AEC). Os casos foram submetidos aos seguintes procedimentos: anamnese, inspeção otológica, avaliação vestibular e aplicação da EEB pré e pós-RV, com a realidade virtual representada por meio da utilização de jogos do equipamento Wii Fit. Os casos retratam quatro pacientes com diagnóstico genético de AEC (dois tipo 2, um tipo 3 e um em investigação), sendo três do gênero feminino e um do gênero masculino, na faixa etária de 30 a 62 anos. Os pacientes referiram sintomas otoneurológicos e, no exame vestibular, observou-se a presença de nistagmo semiespontâneo com características centrais, ausência de nistagmo pós-rotatório, hiporreflexia e preponderância direcional do nistagmo assimétrica à prova calórica. Nos casos 1 e 2, os pacientes referiram melhora na coordenação dos movimentos e do equilíbrio corporal, independente do escore na EEB ter demonstrado médio risco para queda, antes e após a realização dos exercícios. No caso 3, o paciente apresentou melhora do escore na EEB, bem como do equilíbrio, apresentando baixo risco para queda. O caso 4 não evidenciou melhora na avaliação após a execução dos exercícios. Este estudo de caso demonstrou a possibilidade da aplicação dos exercícios de RV com estímulos virtuais na AEC, com melhora da coordenação motora e do equilíbrio postural.

YouTubeInstagramLink